sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Cirurgiões suspendem atendimento a convênios no Rio de Janeiro


Clientes de cinco planos de saúde do Rio que necessitam de procedimentos cardiovasculares estão pagando pelo atendimento desde o início de agosto. A informação é da Cooperativa dos Cirurgiões Cardiovasculares do Rio Janeiro, entidade que representa os especialistas no Estado.

A alegação dos profissionais é que os honorários pagos aos médicos não são reajustados há oito anos. Sem conseguir negociar com as cinco operadoras alvo do boicote, a cooperativa garante ter convencido os 100 cirurgiões cardiovasculares que atendem em hospitais privados e filantrópicos do Estado a suspenderem o atendimento desde 8 de agosto, à medida em que os contratos com as operadoras fossem chegando ao fim.

De acordo com o presidente da cooperativa, Ronald Souza Peixoto, a decisão da categoria atinge os clientes do Bradesco Saúde e os usuários dos planos de autogestão do Bacen (Banco Central), da CAC - Cedae (Caixa de Assistência dos Servidores da Companhia Estadual de Águas e Esgoto), de Furnas e da GeapSaúde.

"Os atendimentos a estas cinco operadoras estão interrompidos e estamos atendendo aos seus clientes apenas em caráter particular", disse Peixoto, defendendo que o paciente que se sentir prejudicado deve cobrar o ressarcimento das despesas da gestora de seu convênio.

Segundo Peixoto, os cirurgiões exigem que os valores pagos às equipes médicas sejam reajustados de acordo com a tabela da Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular. Ele alega que, atualmente, as operadoras pagam cerca de R$ 1,5 mil à equipe de, em média, sete profissionais necessários à realização de uma cirurgia. O valor, segundo ele, é menor que o pago pelo Sus (Sistema Único de Saúde).

A cooperativa garante ter comunicado que suspenderia o atendimento ainda em junho deste ano, não só às operadoras, mas também aos órgãos regionais e federais de saúde. "Com 60 dias de antecedência nós informamos às empresas e às autoridades que suspenderíamos o atendimento caso os honorários não fossem reajustados a contento e os contratos renovados", explicou Peixoto.

As reivindicações dos profissionais fluminenses são semelhantes às dos cardiologistas paraenses, que esta semana suspenderam as cirurgias eletivas marcadas por usuários do PAS (Plano de Assistência dos Servidores Estaduais), o segundo convênio em número de usuários no Estado. A falta de reajuste nos honorários tem motivado a reação de cirurgiões cardiovasculares de outros 14 Estados, além de médicos de outras especialidades de todo o país.

Procurados, os planos Bacen, CAC-Cedae e Furnas negaram que os médicos tenham deixado de atender a seus clientes e garantiram não ter recebido qualquer reclamação. O CAC-Cedae ainda garantiu ter negociado novos contratos diretamente com alguns profissionais e que mantém o atendimento normal.

Peixoto rebateu a informação da CAC-Cedae. Segundo ele, o estatuto da cooperativa prevê punições aos profissionais que assinarem acordos pessoais, sem a anuência da entidade. Além disso, os cooperados reafirmaram essa posição durante uma assembleia da cooperativa realizada no início de outubro.

Responsáveis pela GeapSaúde foram procurados, mas não foram localizados. O Bradesco Saúde remeteu às questões à Federação Nacional de Saúde Suplementar. Em nota, a entidade, que representa os 15 maiores grupos privados de saúde do país, adiantou que vai adotar um novo parâmetro de remuneração dos médicos credenciados a suas afiliadas já a partir deste ano.

AGÊNCIA BRASIL/FOLHA

Morre aos 82 anos o traficante de armas "mercador da morte"


O traficante de armas libanês Sarkis Soghanalian, conhecido como "mercador da morte" por fornecer armas durante anos a países como Iraque, Mauritânia, Nicarágua, Argentina e Equador, morreu nesta quarta-feira aos 82 anos em um hospital de Miami (Estados Unidos) por insuficiência cardíaca.

O funeral de Soghanalian foi realizado em uma capela mórmon de Miami nesta sexta-feira. Nascido na Turquia, ele tinha nacionalidade libanesa e vivia nos Estados Unidos.

O "mercador da morte", que falava cinco idiomas, morreu na quarta-feira em um hospital da cidade de Healeah, no condado de Miami-Dade, informou seu filho, Garo Soghanalian, à imprensa local.

A truculenta trajetória daquele que foi considerado o maior traficante de armas do mundo nos anos 1980 inspirou o personagem de Nicolas Cage no filme "O Senhor das Armas", de 2005.

Na década de 1990, foi condenado nos EUA a mais de seis anos de prisão por vender helicópteros de combate e material de guerra ao líder iraquiano Saddam Hussein, mas depois teve a pena reduzida por delação premiada, ao fornecer informações sobre contrabando no Líbano.

Embora tenha sido detido em várias ocasiões, o período mais longo que passou na prisão foi de dois anos, destacou nesta sexta-feira o jornal "The Miami Herald".

Estabelecido em Miami, de onde coordenava seu negócio de armas, ficou conhecido na cidade também por seu elevado nível de vida. Em 1982, ele quis doar um gorila ao zoológico municipal, que não a aceitou porque Soghanalian se negou a explicar a procedência do animal, lembra o site local "News Time".

Ele próprio contou sua história em um programa de televisão americano e sempre destacou o fato de ter trabalhado em estreita colaboração com a CIA - agência de inteligência dos Estados Unidos.

"É um desses personagens que surgiram da Guerra Fria e que exerceu um papel fundamental nas atividades clandestinas em nome dos EUA", explicou ao jornal "The New York Times" o professor da Universidade de Berkeley (Califórnia) Lowell Bergman, que elaborou relatórios sobre Soghanalian para o programa "Frontline", da emissora "PBS", e para o "60 Minutes", da "CBS".

EFE/FOLHA

Sony fechará fábrica no Japão e dispensará 100 funcionários


A Sony unirá duas de suas subsidiárias, o que resultará no fechamento de uma fábrica de equipamentos ao norte de Tóquio e na possível dispensa de cerca de 100 funcionários, anunciou a companhia nesta sexta-feira.

A medida, que terá efeito em abril de 2012, ocorre em meio à expectativa de analistas e investidores de que a fabricante japonesa realize uma grande reestruturação em sua divisão de televisores, que vem registrando prejuízo.

A Sony Manufacturing Systems, que produz equipamentos para indústrias, será absorvida pela Sony EMCS, a mais importante fábrica da gigante de eletrônicos e que produz itens como televisores e computadores em várias regiões do Japão.

Os 411 funcionários fixos da Sony Manufacturing Systems serão transferidos, mas outros 100, que são temporários, não terão o contrato renovado.

A companhia considera vender os ativos e o terreno da fábrica de Saitama, cerca de 60 quilômetros ao norte de Tóquio, segundo um porta-voz da Sony.

REUTERS/FOLHA

Jovem de 18 anos entra em coma após usar anabolizantes no Paraná


Um adolescente de 18 anos foi internado em estado grave num hospital de Londrina (a 380 km de Curitiba) depois de utilizar anabolizantes sem prescrição médica.

Segundo o Hospital Universitário de Londrina, João Paulo Mendes chegou ao pronto-socorro na última quarta-feira (5), depois de ter uma convulsão. Ele se queixava há alguns dias de fortes dores de cabeça, segundo a família.

O jovem tomou testosterona para uso animal, além de um anabolizante sintético. O hospital não soube informar há quanto tempo Mendes fazia uso dos medicamentos, nem quantas doses ele ingeriu ou aplicou.

O adolescente teve trombose (interrupção do fluxo sanguíneo) em veias na cabeça e está em coma induzido, respirando por aparelhos. Seu estado de saúde é "muito grave" e ele poderá ficar com sequelas cerebrais.

A família informou ao hospital que Mendes fazia academia há alguns meses e que não houve mudanças significativas no porte físico do garoto. O jovem mora em Bela Vista do Paraíso, cidade de 15 mil habitantes a 45 km de Londrina.

PROBLEMA DE SAÚDE PÚBLICA

Segundo a médica Neuma Kormann, que trabalha na emergência do Hospital Pequeno Príncipe, em Curitiba, o quadro de Mendes é "gravíssimo e talvez irreversível".

De acordo com Kormann, os anabolizantes, compostos basicamente por hormônios, estimulam a coagulação do sangue, o que pode interromper o fluxo sanguíneo em qualquer parte do corpo e a qualquer momento.

No caso de Mendes, a trombose nas veias da cabeça pode ter causado danos ao tecido cerebral. O coma induzido é uma tentativa de preservar o que restou, já que o organismo funciona em um ritmo menos acelerado nessa condição.

A médica diz que esse tipo de medicamento "jamais" é receitado por médicos, devido a seus riscos e efeitos colaterais - que incluem, além do risco de trombose, aumento da pressão arterial, alterações hormonais (que podem provocar impotência sexual, desenvolvimento de mamas, calvície), irritabilidade, dificuldade para urinar e fadiga.

Para ela, o uso de anabolizantes é "um problema de saúde pública seriíssimo". "Existem muitos falsificadores, atravessadores que fazem um comércio ilegal desse tipo de droga", afirma.

FOLHA

Show de Ricky Martin é considerado "erótico" em Honduras


A Secretaria do Interior e População de Honduras confirmou nesta sexta-feira (7) a proibição da entrada de menores de 15 anos ao show do cantor Ricky Martin, previsto para o próximo dia 16, por entender que a apresentação aborda "conteúdos eróticos".
A decisão foi anunciada depois que o presidente hondurenho, Porfirio Lobo, atendeu às solicitações de grupos evangélicos, que queriam impedir a realização do show.
O Governo indicou que proibir o evento seria "um ato de intolerância altamente censurável". No entanto, o comitê resolveu não permitir a entrada de menores de 15 anos por conta "do conteúdo erótico do show".
O diretor do Regime Departamental da Secretaria do Interior e População, Alberto Espinal, disse aos jornalistas que não houve pretensão de anular o show em Honduras, muito menos o questionamento da vida privada de Ricky Martin.
Segundo Espinal, somente o show do artista foi analisado. Porém, como a apresentação faz parte da turnê internacional MAS (Música+Alma+Sexo), alguns setores como a Confraternidade Evangélica de Honduras expressaram sua oposição.
Ainda de acordo com Espinal, a proibição do show de Ricky Martin aos menores de 15 anos foi adotada "para cuidar da saúde mental da juventude de Honduras", embora o país tenha frequentes atuações de grupos musicais que abordam temas como sexo, violência e tráfico de drogas.
Apesar de dizerem que não criticam a preferência sexual do cantor, os grupos evangélicos que contestam o show consideram que o artista não é um bom exemplo para a família.
Aos 39 anos, o ex-Menudo, que assumiu sua homossexualidade em 2010, vive com seu companheiro e seus filhos gêmeos, Valentino e Matteo. As crianças foram concebidas através de inseminação artificial em barrigas de aluguel.
Alguns veículos da imprensa local criticaram a necessidade de uma intervenção do presidente Lobo por conta de uma simples apresentação musical.
A ministra da Justiça e Direitos Humanos, Ana Pineda, afirmou em um canal da televisão local que Ricky Martin "poderá vir a Honduras quando quiser, já que o artista é embaixador do Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância)".
FOLHA

Rede social promove manifestação em repúdio ao espancamento de casal gay na região da Paulista


Existe uma lógica da espontaneidade nas redes sociais que às vezes fazem surgir desde campanhas como a “Eu Sou Gay” até a chamada Primavera Árabe. E foi dentro dessa mesma coerência que dois amigos, o designer e músico William Cavagnolli e a designer gráfica Cris Naumovs, indignados com o espancamento de um casal gay em frente ao restaurante Mestiço, na zona central de São Paulo, resolveram convocar para esse sábado, 08, uma manifestação silenciosa no mesmo local que ocorreram as agressões.

“A partir das 23h30, na mesma hora, na mesma esquina, com uma vela. Sem bagunça, sem loucura, sem fervo. Ficar meia hora e ir embora. As pessoas têm que saber que a gente não acha isso normal”, é a mensagem escrita na página da manifestação no Facebook.

O Blogay procurou Will e Cris que responderam também via Facebook às razões que levaram os dois a responder os socos e pontapés com as luzes das velas.

“Temos que fazer alguma coisa ao menos, já que ninguém fez e nem faz. Por estarmos perto de casa... pensamos que isso talvez nunca irá acontecer conosco. O fato é que o Marcos é meu amigo pessoal, já tocamos juntos, conheço a mãe dele, enfim... Uma pessoa que não faz mal a ninguém. Eu não sou homossexual e já sofri diversas formas de preconceito pelo meu gosto musical ou pelo meu jeito de se vestir e de pensar. Tenho amigos gays e ando com eles, convivo com eles no maior respeito e amizade que qualquer pessoa no mundo deve ter com a outra. Acredito na amizade e principalmente no respeito, pois acho que isso é o princípio para que as pessoas possam viver nesse mundo que é um caos, com violência contra qualquer pessoa, homens e mulheres (héteros ou gays), crianças, idosos, mendigos, jovens na periferia enfim... A intolerância vem de todas as partes, do governo, da polícia, do povo... Exatamente nessa pirâmide pois vivemos com medo da polícia e do governo, pois eles são os que ditam as regras e os que deixam a coisa toda acontecer”, desabafa Will.

Para Cris, a falta de resposta clara das autoridades contra a violência que parece estar cada vez mais próxima das pessoas é o que mais a angustia. “Esse sentimento de absoluta impunidade nesses casos tá me enlouquecendo porque não acontece porra nenhuma com quem arrebenta a cabeça de alguém numa calçada, ninguém faz nada, nem segurança, nem frentista, nem nada. E a sensação de que está muito mais perto de mim me assusta. E aí, o sentimento é de reação porque não vou me trancar em casa porque tem esses animais soltos na rua. Vamos mostrar que sim dá pra se mobilizar, que sim tem gente de olho na investigação, que sim o dinheiro das bichas e das sapatas vale muito nessa região”.

Em uma época que o alvo da intolerância não é apenas ser gay, mas sim parecer gay, a radicalização da homofobia também perturba Will: “Devemos cobrar atitude do Governo para que se cobre da polícia e da sociedade em forma de lei e conscientização. Espero poder ajudar de alguma forma e que na rua vire um ato simbólico não de protesto, mas de aviso. Pois você, seu filho que não é gay ou seu sobrinho que não é gay pode ser confundido com um gay e ser morto por isso”.

FOLHA

Sonda descobre a existência de camada de ozônio em Vênus


Uma sonda da ESA (Agência Espacial Europeia) descobriu a existência de uma camada de ozônio no planeta Vênus, o que permitirá avanços nas investigações sobre a ocorrência de vida fora da Terra.

A descoberta da Venus Express aconteceu quando a sonda permitiu a observação de estrelas situadas perto do planeta e por meio de sua atmosfera, segundo comunicado da ESA.

O ozônio pôde ser detectado porque absorveu parte dos raios ultravioletas procedentes de algumas dessas estrelas observadas.

Um dos cientistas responsáveis pela missão declarou que o achado permite entender a química de Vênus e, além disso, pode servir na busca de vida em outros planetas.

O ozônio contém três átomos de oxigênio. O do planeta estudado se forma quando a luz do sol rompe as moléculas de dióxido de carbono da atmosfera e permite a liberação de átomos de oxigênio. O elemento já tinha sido encontrado antes na Terra e em Marte.

Em nosso planeta, sua importância é fundamental para a vida porque absorve grande parte dos raios ultravioletas do sol.

Os cientistas consideram que isso permitiu que a vida surgisse na Terra, onde o oxigênio começou a se formar há aproximadamente 2,4 bilhões de anos, ressaltou a ESA.

EFE/FOLHA

Maurício Mattar sofre acidente de carro no Rio de Janeiro


O ator Maurício Mattar sofreu um acidente no começo da tarde desta sexta-feira, no Rio. De acordo com o Corpo de Bombeiros, o ator dirigia um Toyota Corolla quando perdeu o controle do carro e bateu em um poste na esquina da avenida Lúcio Costa com a avenida Gláucio Gil no Recreio, zona oeste da cidade.

Mattar teve algumas escoriações, mas passa bem. Ele foi socorrido pelos bombeiros e levado para o Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, também na zona oeste.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, o ator deu entrada no hospital por volta das 14h, recebeu os primeiros socorros e foi transferido para uma unidade particular.

FOLHA

Do analfabetismo à 'educação sensual'


Washington Novaes, jornalista
Voltam os jornais a povoar-se de notícias inquietantes sobre os dramas da educação no Brasil, sua repercussão sobre a economia e as taxas de pobreza e desigualdade. Segundo órgãos internacionais, o Brasil está em 88.º lugar nos índices de educação, entre 128 países pesquisados - em situação mais precária até que Paraguai, Peru, Colômbia, Equador, Bolívia e Honduras. Segundo a OCDE (Estado, 17/9), quem conclui curso superior tem renda média 156% maior que a dos que não passam pela universidade. Mas no Brasil só 12% das pessoas entre 25 e 34 anos têm curso superior. Uma das razões certamente está em que gastamos em educação (5,3% do PIB) menos que a média aferida pela OCDE (5,9% em 2008).
Não podem surpreender as consequências no mercado de trabalho, principalmente na oferta de mão de obra qualificada. Metade dos alunos do terceiro ano da escola fundamental pública e privada não aprendeu os conteúdos previstos; 44% não têm conhecimentos necessários para a leitura; 46%, para a escrita; 57%, para Matemática. Isso na média, no Nordeste os índices são ainda mais preocupantes (Estado, 26/8).
Com tantas dificuldades, 9,6% da população (18,43 milhões de pessoas) é ainda analfabeta, segundo o IBGE (42,6% entre maiores de 60 anos, 16,4% entre os pobres, 52,2% entre nordestinos). Mas a erradicação do analfabetismo não está no plano plurianual Brasil Maior, enviado pelo Executivo ao Congresso. O que pretende o Ministério da Educação é reduzir a porcentagem de analfabetos a 6,7% da população (12,86 milhões), segundo o respectivo ministro. Principalmente entre mulheres, habitantes da zona rural e afrodescendentes.
As deficiências educacionais repercutem com intensidade na área do conhecimento científico, em que o número anual de patentes solicitadas no País (previsão de 36 mil em 2011) é 17 vezes menor que o dos Estados Unidos (Estado, 4/7), embora pudesse ser um pouco maior, já que o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi), com restrita capacidade operacional, tem 154 mil pedidos "em tramitação" e a média de conclusão é de oito anos. De qualquer forma, a iniciativa de inovação científica em nossas empresas não passa de 38% do total, ante mais de 70% na Alemanha. E, para agravar, o Brasil só investe 1,09% de seu PIB em pesquisa e desenvolvimento, segundo o Ministério da Ciência e Tecnologia (Estado, 4/7).
Falta de recursos? Depende de como se olhe. O País - como foi dito aqui na semana passada - gasta em subsídios na economia, juros bancários da dívida e ajuda a mutuários mais de R$ 100 bilhões por ano, algumas vezes mais que no Bolsa-Família. Não sobra muito para investir em cada aluno no sistema educacional, quatro vezes menos que nos Estados Unidos, por exemplo. Aqui, o investimento médio é de R$ 1.221 por aluno no ensino fundamental, R$ 1,5 mil no ensino médio e R$ 11,8 mil no superior. E já não falta quem proponha até a supressão do ensino da escrita na escola. Quando há décadas se sabe, a partir da proposta do professor Darcy Ribeiro para os Centros Integrados de Educação Pública (Cieps), onde levada à prática com competência: só a escola de tempo integral - dois turnos, três refeições diárias, período de estudo acompanhado fora de classe, assistência psicológica, esporte dirigido - pode suprir as carências das crianças de famílias mais pobres, compensar o que elas não podem ter em casa.
A importância do acompanhamento, da assistência, foi comprovada em pesquisa da prefeitura de Nova York, que concluiu ser o melhor rendimento escolar nas escolas públicas o de crianças de famílias imigrantes (vietnamitas, sul-coreanas, chinesas), em que pais e mães dedicavam em média três horas e meia diárias ao acompanhamento das tarefas escolares - quando nas famílias das demais crianças era de uma hora por dia. Outra pesquisa da mesma prefeitura mostrou que parte do tempo que deveria ser dedicado ao ensino das matérias tradicionais nas escolas públicas era tomado pela educação para o trânsito, pelo acompanhamento e orientação da sexualidade dos pré-adolescentes, pelo ensino da relação com pessoas mais velhas, etc. - tarefas que deveriam caber às famílias. Mas como exigir delas, se os pais aqui mal têm tempo para cumprir sua jornada de trabalho fora, mais o tempo na condução?
Parece utópico trazer à discussão estudo feito pela Universidade de Michigan, há umas duas décadas, a pedido do governo de Israel, que queria orientação sobre como trabalhar nas escolas com crianças superdotadas. O estudo mostrou que essas crianças eram especialmente indicadas para uma formação especial, que partisse do princípio de que todo conhecimento, para chegar ao cérebro humano, tem de passar obrigatoriamente por um dos sentidos - visão, audição, tato, olfato, paladar. Por isso, seria preciso investir no que o estudo chamou de "educação sensual", que passe por um deles, já que "a ciência só florescerá na mente de pessoas sensíveis e emocionais".
Um dos exemplos citados era o de um grande pianista, que contava haver passado, quando pequeno, horas de cada dia debaixo da cauda de um piano tocado pela mãe pianista - acostumou-se, nessa prática, a sentir na pele cada nota do piano, como se fosse uma gota de água que caísse. Outro cientista - um químico especializado em ligas metálicas - narrou que passava horas de olhos fechados imaginando-se atropelado por um trem em alta velocidade, ou um asteroide, para poder avaliar e imaginar a resistência da liga que buscava. Albert Einstein, quando pesquisava as relações entre gravidade, velocidade e tempo, imaginava-se dentro de um elevador que subia e descia, com um raio de luz pulando para a frente e para trás.
Há claras opções preferenciais a fazer: investimento maior e prioritário em educação, preferência para as faixas de menor renda, escolas de tempo integral como as sugeridas por Darcy Ribeiro, dotações maiores para a área científica. Se for possível, chegar também ao requinte da "educação sensual"...
ESTADÃO

Uma questão de coerência


João Mellão Neto, jornalista, foi deputado, secretário e ministro do Estado
Margaret Thatcher, estadista inglesa, ensinava que na política, antes de tudo, é preciso assumir um lado. E persistir nele.
Durante toda a sua vida pública ela agiu de acordo com tal postulado. Defendia a livre-iniciativa, a concorrência entre as empresas e a consequente redução do papel do Estado na economia e na sociedade. Manteve esse discurso mesmo quando os seus adversários trabalhistas pareciam invencíveis. Mas um dia chegou a sua vez: seu Partido Conservador venceu as eleições e ela chegou ao posto de primeiro-ministro. Governou por quase uma década e em momento algum abandonou as suas convicções.
Muito tempo antes, Winston Churchill, outro membro do Partido Conservador, foi ridicularizado por mais de uma década pelo fato de entender que o nazismo alemão representava uma séria ameaça às nações democráticas. Em 1941, com Londres em chamas, enfim o convocaram para dirigir a Inglaterra.
O mesmo ocorreu nos EUA, com Ronald Reagan. Durante mais de 20 anos ele martelou o público americano com as mesmas teses: menor ingerência estatal na economia e maior poder de escolha para os indivíduos. A sua intransigente defesa desses princípios o fez ser menosprezado pela imprensa dita "esclarecida" e lhe custou até a indicação de seu Partido Republicano para concorrer à presidência do país - e isso lhe aconteceu em duas ocasiões.
Mas um dia ele chegou lá. Conseguiu ser escolhido candidato dos republicanos e empolgou a nação com as suas ideias. Foi eleito e reeleito presidente dos EUA.
Quando Margaret Thatcher afirmou a importância de se assumir um lado, referia-se tanto à esfera pública quanto à pessoal.
Eu me lembro de ter lido em algum lugar o argumento de que a ética existe até mesmo na guerra. O capitão do submarino alemão e o comandante do navio inglês eram, obviamente, inimigos. Mas algo eles tinham em comum: ambos se dispunham a morrer por sua pátria e cada um esperava do outro que morresse pela pátria dele, também. Mas o que aconteceria se algum deles tentasse propor um acordo? Talvez até o conseguisse, mas estaria, assim, traindo não só o seu povo como também a sua própria honra.
Alguns podem afirmar que em política é "diferente". Não, não é. Os cidadãos que se dispõem a dar o seu voto a alguém precisam saber que ideias são defendidas por seu candidato. E também ter a segurança de saber que, uma vez eleito, ele se conduzirá de acordo com elas. E é do próprio senso comum que os homens públicos se comportem assim.
Há no Brasil, ao menos, duas vertentes de pensamento que não entendem o jogo político dessa maneira. Na falta de nomes melhores, vou intitular uma delas como "revolucionária" e a outra como "pragmática".
A primeira reúne todas as correntes que, no palco público, se identificam com os ensinamentos de Karl Marx. A segunda é aquela que tem em Maquiavel o seu principal mentor.
Uma entende que moral e ética são conceitos criados pelas "classes dominantes" e não se pauta por eles. Matar, roubar, trair, qualquer conduta é válida desde que seja necessária para se chegar à "revolução" - na qual os "explorados" prevalecerão sobre os "exploradores".
A outra também renega a moral e a ética porque entende que, na esfera pública, só logram ter êxito aqueles que praticam a política "exatamente como ela é".
Estes últimos são os imorais. Já os primeiros preferem dizer-se "amorais".
Qual é a diferença?
Uns reconhecem as regras morais, mas não se incomodam em transgredi-las. Os outros alegam não existir moral alguma. Ambas as tendências, às vezes, se confundem. E isso decorre do fato de que, para as duas, vale o preceito de que os fins justificam os meios.
Não existem escrúpulos em nenhuma delas. Ambas menosprezam a capacidade de discernimento dos indivíduos. Ambas entendem que cabe a uma minoria esclarecida o papel de dirigir as massas. Para as duas, apenas alguns poucos sabem distinguir o bem do mal.
Uns acreditam que é possível mudar tudo. Outros acham que não é possível mudar nada.
Felizmente, além desses "revolucionários" e "pragmáticos", existem uns tantos outros para quem a moral e a ética são valores que contam. E é com eles que procuram pautar a sua conduta. O conceito de honra, para esses poucos, é um princípio de vida. Como o são, também, a honestidade, o decoro e a dignidade.
Todos esses atributos são pessoais. Dependem da índole de cada um e não podem flutuar ao sabor das circunstâncias. Somente assim se pode andar na rua com a cabeça erguida.
Uma velha raposa da política brasileira resumia esse conceito de uma forma magistral. Dizia ele que "quem se mexe muito não sai na foto".
Tudo bem, o liberalismo saiu de moda. Ainda mais depois da crise econômica norte-americana de 2008. Nós, liberais, tivemos de revisar muitas de nossas crenças. A principal, entre elas, é a de que os mercados, deixados por si próprios, acabam sempre se ajustando. Mas foi necessária a intervenção do Estado para garantir a liquidez da economia. Para muitos liberais, esse baque foi equivalente ao sofrido pelos comunistas com a queda do Muro de Berlim.
Muito do que pregávamos, de repente, caiu por terra. Mas na nossa vida - como nas nossas convicções - não ocorre a ninguém trocar de valores tão somente porque outros aparentam ser mais convenientes.
Eu, por mim, pretendo continuar a dizer as mesmas coisas. Não vou trocar de ideia nem pretendo mudar de assunto: defendo uma sociedade aberta, com respeito aos direitos de cada um e a confiança no juízo de todos.
Chegará, um dia, a nossa vez. Até mesmo um relógio parado está certo duas vezes ao dia...
ESTADÃO

Funeral de Steve Jobs vai ser hoje, diz jornal

O funeral de Steve Jobs, ex-executivo-chefe da Apple, que morreu na última quarta-feira, está marcado para hoje, segundo uma fonte do jornal "The Wall Street Journal".


A fonte disse ao jornal que o funeral reunirá poucas pessoas, mas não quis informar o local e o horário do evento.

A Apple, de acordo com o "WSJ", já afirmou que o funeral não será publico. Uma celebração para os funcionários da empresa será agendada em breve.

FOLHA

Usina mói menos cana e chama credores para rediscutir dívida


A Companhia Albertina, instalada em Sertãozinho (interior de São Paulo), encerrou nesta semana a moagem de cana-de-açúcar da safra 2011/12, que atingiu 890 mil toneladas de cana.

O total é 30% inferior ao previsto, por causa de problemas climáticos que atingiram a maioria das usinas do centro-sul do país. Por isso, uma nova assembleia de credores foi convocada, para discutir um ajuste no plano de recuperação judicial da companhia.

Segundo a empresa, o objetivo é "criar melhores condições para a busca do capital necessário para até a próxima safra".

Desde novembro de 2008, a Albertina discute a sua recuperação judicial, cujo plano foi aprovado em maio do ano seguinte.

Ainda conforme a empresa, desde que as atividades foram retomadas os créditos de 90% dos credores foram liquidados.

FOLHA

Moody's adverte sobre possível rebaixamento da nota da Bélgica


A agência de classificação financeira Moody's anunciou nesta sexta-feira que avalia um possível rebaixamento da nota da dívida de longo prazo da Bélgica, que atualmente tem classificação Aa1 - a segunda melhor que existe - segundo o comunicado.

A Moody's indicou que examina a vulnerabilidade do país para a crise da dívida pública da Eurozona, as perspectivas de crescimento das incertezas sobre um eventual apoio ao sistema bancário e particularmente ao banco franco belga Dexia.

"A Moody's Investors Service colocou hoje os ratings dos bônus do governo da Bélgica, (de classificação) Aa1, em moeda local e estrangeira sob revisão para um possível rebaixamento", disse.

A agência argumentou em particular que a Bélgica poderia ser vulnerável ao aumento dos custos de endividamento para os países europeus muito endividados, além de um crescimento débil, e a necessidade potencial de gastar mais para apoiar aos bancos em dificuldades.

Também nesta sexta-feira, a agência de classificação Standard & Poor's reduziu a nota do grupo bancário franco-belga Dexia, mas o manteve na categoria de investimento "A-", apesar do risco de desmantelamento da entidade em breve.

A S&P explicou sua decisão de revisar a nota do Dexia de "A" a "A-" no longo prazo e de "A-1" a "A-2" no curto prazo pelas dificuldades do mercado interbancário que restringem a capacidade do banco para se refinanciar.

A nova nota, que se aplica a outros três grandes integrantes do grupo (Dexia Credit Local, Dexia Bank e Dexia BIL), continua cinco graus acima da categoria "especulativa".

Devido aos projetos de desmantelamento do grupo, por iniciativa dos grandes acionistas belgas e franceses, a S&P mantém sob vigilância a nota do Dexia, que poderá ser revisada tanto em alta quanto em baixa, ou confirmada, informou a agência de classificação.

O anúncio do desmoronamento do Dexia, na terça-feira (4), acelerou os planos de Bruxelas para socorrer os bancos, em particular alemães e franceses, muito expostos à dívida grega.

A Alemanha pediu na quarta-feira (5) a recapitalização dos bancos europeus para evitar um grande contágio da crise da dívida, durante uma visita da chanceler alemã, Angela Merkel, a Bruxelas.

ESPANHA E ITÁLIA

Mais cedo, agência de classificação de risco Fitch rebaixou a nota da dívida da Itália, de AA- para AA+, com uma perspectiva negativa, em meio à intensificação da crise da zona do euro. A agência justificou o rebaixamento informando que houve um impacto significativo da crise do euro, que debilitou o perfil do risco soberano do país.

Também hoje, a Fitch rebaixou a nota da dívida da Espanha em dois níveis, passando a classificá-la como AA-, frente à antiga nota AA+ que o país possuía.

A agência informou ainda que deixou a classificação espanhola em perspectiva negativa, o que pode acarretar novos rebaixamentos, por temores relativos à intensificação da crise na zona do euro.

FRANCE PRESS/FOLHA

Após Espanha, Itália também tem nota rebaixada pela Fitch


A agência de classificação de risco Fitch rebaixou nesta sexta-feira a nota da dívida da Itália, de AA- para AA+, com uma perspectiva negativa, em meio à intensificação da crise da zona do euro. A agência justificou o rebaixamento informando que houve um impacto significativo da crise do euro, que debilitou o perfil do risco soberano do país.

"Ainda que o recente orçamento suplementar [da Itália] tenha fortalecido o esforço de consolidação fiscal, a resposta inicial titubeante do governo italiano à propagação do contágio também afetou a confiança do mercado em sua capacidade de atravessar a crise da zona do euro", dizia o comunicado da agência divulgado nesta sexta.

Mais cedo, a Fitch rebaixou a nota da dívida da Espanha em dois níveis, passando a classificá-la como AA-, frente à antiga nota AA+ que o país possuía.

A agência informou ainda que deixou a classificação espanhola em perspectiva negativa, o que pode acarretar novos rebaixamentos, por temores relativos à intensificação da crise na zona do euro.

FOLHA

Nobel da Paz a presidente às vésperas de eleição irrita oposição da Libéria


A entrega do Nobel da Paz para a presidente da Libéria, Ellen Johnson Sirleaf, quatro dias antes do pleito em que ela concorre à reeleição, irritou a oposição no país, que considerou a premiação como "desmerecida". A mandatária dividiu o prêmio com as ativistas Leymah Gbowee, também da Libéria, e Tawakkul Karman, do Iêmen.

"A senhora Sirleaf não merece o Prêmio Nobel da Paz porque recorreu à violência no país", disse Winston Tubman, principal rival da líder nas eleições de terça-feira (11).

"Esta recompensa é inaceitável e desmerecida", disse Tubman, 72, advogado e experiente diplomata que estou em Harvard, acrescentando que "o momento em que se entrega o prêmio é uma provocação".

Para outro opositor, Kennedy Sandy, a presidente não merecia o prêmio. "O júri desvaloriza assim o Prêmio Nobel da Paz. Os liberianos não vão sentir respeito algum por um prêmio deste tipo", disse.

RECONSTRUÇÃO

Na visão dos cinco jurados que concederam a láurea ao trio, Sirleaf foi merecedora do prêmio por ter trabalhado para reconstruir um país devastado por 14 anos de guerras civis que deixaram ao menos 250 mil pessoas.


"Desde sua eleição em 2006, [a presidente] contribuiu para garantir a paz na Libéria, a promover o desenvolvimento econômico e social, e a reforçar o lugar das mulheres", declarou o presidente do Comitê Nobel, Thorbjoern Jagland, durante a cerimônia de outorga do prêmio.

Num primeiro momento, Sirleaf apoiou a revolta de Charles Taylor contra o regime de Samuel Doe. Mais tarde, após as revelações das atrocidades cometidas por Taylor, que ficou no poder entre 1997 e 2003 e o levaram à Corte Internacional de Haia, onde foi condenado por crimes contra a humanidade, passou a ser uma de suas mais importantes rivais.

MULHERES

Mais cedo, o Instituto Norueguês do Nobel, que entrega o prêmio, em Oslo, na Noruega, confirmou a entrega da láurea ao trio de mulheres.

O prêmio foi concedido a elas por "sua luta não violenta pela segurança e pelos direitos das mulheres na participação do processo da construção da paz".

Diferentemente dos anos anteriores, o anúncio de quem havia sido escolhido foi lido apenas em inglês e, segundo o comitê informou antes do evento começar, o texto possuía 21 linhas, um total relativamente alto para o padrão visto nas justificativas passadas.


"Não podemos alcançar a democracia e paz duradoura no mundo ao menos que as mulheres obtenham as mesmas oportunidades que os homens para influenciar o desenvolvimento em todos os níveis da sociedade", disse o comitê.

JUSTIFICATIVA

O anúncio lembrou que em 2000, o Conselho de Segurança da ONU adotou uma resolução que tornava, pela primeira vez, a violência contra mulheres em conflitos armados um assunto de segurança internacional. "Isso destacava a necessidade de as mulheres se tornarem participantes em pé de igualdade com os homens nos processos de paz".

Ellen Johnson Sirleaf foi a primeira mulher a ser eleita democraticamente em uma nação africana, a Libéria. Desde que tomou posse, em 2006, ela vem contribuindo para assegurar a paz no país, segundo o anúncio, para promover o desenvolvimento social e econômico e fortalecer o status da mulher na sociedade.

Leymah Gbowee mobilizou e organizou as mulheres independentemente de diferenças étnicas e religiosas na Libéria para colocar um fim na guerra no país e assegurar a participação feminina nas eleições. Ela vem promovendo a influência da mulher no oeste africano.


Tawakkul Karman, mesmo nas situações mais difíceis antes e durante a Primavera Árabe, teve um papel de liderança na luta pelos direitos das mulheres e pela busca da democracia e da paz no Iêmen.

"O comitê espera que Sirleaf, Gbowee e Karman ajudem a colocar um fim na opressão das mulheres que ainda ocorre em muitos países e a deixar claro o grande potencial que as mulheres representam para a democracia e para a paz".

O comitê do prêmio Nobel havia anunciado em março que foram indicados 241 candidatos à categoria, um número recorde. O prêmio, que inclui 10 milhões de coroas suecas (US$ 1,5 milhões), será entregue em dezembro.

VENCEDORES 2011

Este é o penúltimo anúncio do Prêmio Nobel em 2011.

Na segunda-feira, o americano Bruce Beutler, o biólogo francês Jules Hoffman e Ralph Steinman, canadense radicado nos EUA, três cientistas que desvendaram segredos do sistema imunológico, abrindo caminho para novas vacinas e tratamentos contra o câncer, foram anunciados como vencedores do Nobel de Medicina - ou Fisiologia.


Na terça-feira, foram conhecidos os vencedores da categoria Física. Ganharam os americanos Saul Perlmutter e Brian Schmidt e o também americano Adam Riess, que possui a cidadania australiana, pela descoberta da expansão acelerada do Universo por meio de observações de supernovas distantes.

Na quarta, o pesquisador israelense Daniel Shechtman venceu o Nobel de Química de 2011 por suas descobertas relativas a materiais cristalinos com estrutura atômica não periódica, encerrando o ciclo de laureados científicos.

Ontem, o Prêmio Nobel de Literatura foi para Tomas Tranströmer. A Academia premiou Tranströmer "porque, através de suas imagens translúcidas, ele nos dá um acesso novo à realidade".

Na próxima segunda-feira, será anunciado o vencedor do Nobel de Economia.

LAUREADOS DA PAZ

O Prêmio Nobel é entregue desde 1901 a personalidades de destaque nas áreas de ciências, literatura e paz, conforme estipulado no testamento do empresário Alfred Nobel, inventor da dinamite.

No ano passado, o dissidente chinês Liu Xiaobo foi o vencedor do prêmio Nobel da Paz. Liu foi condenado a 11 anos de prisão, em dezembro de 2009, por escrever um manifesto com outros ativistas chineses pela liberdade de expressão e eleições multipartidárias no país.

Veja a lista dos vencedores do Nobel da Paz nos dez anos anteriores:

  • 2010: Liu Xiaobo.
  • 2009: Barack Obama
  • 2008: Martti Ahtisaari
  • 2007: Intergovernmental Panel on Climate Change, Al Gore
  • 2006: Muhammad Yunus, Grameen Bank
  • 2005: Agência Internacional de Energia Atômica, Mohamed ElBaradei
  • 2004: Wangari Maathai
  • 2003: Shirin Ebadi
  • 2002: Jimmy Carter
  • 2001: ONU, Kofi Annan
  • 2000: Kim Dae-jung

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