sábado, 9 de abril de 2011

U2 começa primeiro show de turnê em São Paulo

U2 deu início ao seu primeiro show da 360º Tour em São Paulo com "Even Better than the Real Thing".

A música foi uma surpresa no set list da banda, já que as últimas apresentações começaram com "Beautiful Day".

A chuva que caiu no Estádio do Morumbi parou pouco antes da entrada do quarteto irlandês no palco.

A banda ainda se apresenta amanhã e na próxima quarta-feira (13) no Estádio do Morumbi, zona oeste da capital. Os ingressos estão esgotados, mas hoje cambistas negociavam entradas para todos os setores.

A banda britânica Muse deu início ao espetáculo, entrou no palco pontualmente às 20h. No início da apresentação, começou a chover no Morumbi. Folha Online

Ex-morador de rua ganha casa e processa a Record

O ex-morador de rua Julio César Lourenço da Silva, o Piu Piu, está processando a Record. Após ganhar uma casa no "Programa do Gugu" no final de 2009, ele diz que não recebeu nada pelo tempo que ficou à disposição da emissora.

"A Record declarou à Receita Federal que pagou cerca de R$ 1,3 milhão para o Piu Piu e reteve R$ 310 mil de Imposto de Renda na fonte. Ele não recebeu esse dinheiro", afirma o advogado dele.

A Record diz que fez uma ação social dando uma casa a Piu Piu, assistência médica e escola para os filhos e que ele não era contratado do programa. A rede diz que declarou a doação à Receita, mas não no valor de R$ 1,3 milhão. Folha Online

Jornalista Reali Júnior morre em São Paulo

Morreu neste sábado, 9, em São Paulo, aos 71 anos, o jornalista Elpídio Reali Júnior. Reali Júnior morreu às 8h, em casa, de enfarte. O velório será às 19h de hoje, na rua São Carlos do Pinhal, 376, Bela Vista, em São Paulo. O corpo será levado, às 15h deste domingo, para o crematório Vila Alpina.


Correspondente em Paris durante quase 38 anos, Reali Júnior começou a trabalhar como repórter da Rádio Jovem Pan aos 16 anos de idade. O adolescente que entrava no gramado para entrevistar os jogadores de futebol com um enorme gravador nas mãos ganhou o apelido de Repórter Canarinho que logo lhe deu projeção Brasil afora. Nascido em 1939 em Bauru, onde passou os primeiros anos da infância, sempre manteve elos com a cidade natal. Foi ali que conheceu Pelé, o menino Édson Arantes do Nascimento que se destacava no Baquinho, time infantil do Bauru Atlético Cube. Reali era filho de pai de raízes italianas e de mãe descendente de baianos, família de costumes rurais na fazenda Tibiriçá, sustento da família.
Depois de fazer o primeiro ano do curso primário em Santos, onde seu pai, Elpídio Reali, delegado de polícia e mais tarde secretário estadual de Segurança trabalhou, Reali mudou-se para São Paulo, na Vila Nova Conceição, então um bairro de chácaras de legumes e flores. "Minha turma era da pá virada", contou o jornalista em depoimento a Gianni Carta em gravação para o livro Às Margens do Sena(Ediouro, 2007), lembrando a disputa da criançada na caça aos balões que caíam num eucaliptal da Avenida Indianópolis. Era o goleiro do time de futebol de rua - "não era um craque, mas era o dono da bola".
Reali tinha 14 anos e Amélia tinha 13, quando começaram a namorar. Estudavam em Higienópolis - ele no Colégio Rio Branco e ela no Sion - saíam para um cineminha e comer um macarrão no centro da cidade, naturalmente escondido dos pais. "O primeiro beijo foi na bochecha", recordou Reali, mais de 50 anos depois. "Até hoje estamos namorando", acrescentou. Ao conseguir o emprego na Jovem Pan, então Rádio Pan-Americana, já estava pensando em se casar. Casaram-se em janeiro de 1961 e já tinham suas quatro filhas - Luciana, Adriana, Cristiana e Mariana - quando se mudaram para a França.
Reali era repórter de rádio, mas trabalhou também em jornais e participou de programas de televisão. Seu primeiro jornal foi o carioca Correio da Manhã, sucursal de São Paulo. Depois foi para a sucursal de O Globo e escreveu para os Diários Associados, sem nunca abandonar a Jovem Pan. Na madrugada de 1º de abril de 1964, no golpe militar, estava ao lado do governador Ademar de Barros no Palácio dos Campos Elísios - um dos poucos repórteres que conseguiram entrar. Nos anos seguintes acompanhou todos os principais fatos políticos do País, ao mesmo tempo que cobria outros assuntos. Estadão

Otan destrói 17 tanques do ditador Gaddafi, na Líbia

As forças da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) destruíram 17 tanques que pertenciam ao ditador líbio, Muammar Gaddafi, na sexta-feira e neste sábado, informou um funcionário da organização.

As forças aéreas da Otan atingiram 15 tanques perto da cidade de Misrata, a oeste do país, onde as forças de Gaddafi estão atacando os rebeldes que questionam seu comando, e dois ao sul de Brega, que fica no lado leste do país, segundo o funcionário.

"As operações de sexta-feira podem ter sido as mais eficazes [desde que a Otan assumiu o comando de operações militares na Líbia]", acrescentou.
O funcionário também disse que aviões da Otan interceptaram outra aeronave MIG 23 perto de Benghazi no sábado, dirigida por um piloto rebelde, e o aconselharam a aterrissar.

"Não sabemos a identidade do piloto mas tendo em vista que ele decolou de Benghazi, assumimos que ele era um piloto da oposição", disse.

APARIÇÃO NA TV

Gaddafi fez neste sábado sua primeira aparição na televisão em cinco dias, enquanto suas tropas atacavam violentamente com morteiros a entrada oeste da cidade de Adjabiya. As imagens foram divulgadas pela TV estatal.

As imagens mostram o ditador eufórico, vestindo um manto marrom e óculos de sol, cercado por estudantes gritando slogans contra o Ocidente. 

Esta é a primeira aparição pública desde que Gaddafi saiu na segunda-feira em frente à sua casa em Bab al Aziziya, ao sul de Trípoli, para saudar seguidores reunidos no local.

As forças do dirigente bombardearam os arredores da Ajdabiya, forçando os rebeldes a se retirarem do hospital da cidade que fica a 160 quilômetros a sudoeste de Benghazi -- a capital dos rebeldes.

Acuados, os rebeldes determinaram a desocupação do hospital, diante da intensidade do bombardeio das tropas do ditador líbio.

Em meio à debandada geral, os rebeldes decidiram se retirar do centro médico por conta da crueldade dos combates que obrigaram também o abandono da cidade pelas poucas famílias que restavam nesta área estratégica ao leste do país, na direção de Benghazi (reduto rebelde).

Apesar da luta, no leste, um barco Cruz Vermelha conseguiu levar suprimentos médicos para o oeste da cidade sitiada de Misrata.

As tropas do regime, na sexta-feira fez uma nova investida sobre Misrata, o principal reduto dos rebeldes na Líbia ocidental. Os rebeldes disseram à Reuters que foram capazes de se reagrupar e repelir o ataque por tropas do governo.

A Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) pediu desculpas pelas mortes de civis e admitiu dificuldades em conter as forças do ditador, após o avanço das tropas do ditador às cidades de Misrata e Ajdabiyah,. Em Benghazi, centenas foram às ruas em manifestações contra a aliança militar que chefia as operações no país.

Na noite de sexta, rebeldes líbios disseram ter lutado contra um ataque ao leste de Misrata realizado pelas forças do ditador, que deixaram ao menos quatro mortos. REUTERS Folha Online

Modelo brasileira de 17 anos morre ao cair de prédio em Lisboa

A modelo capixaba Jeniffer Corneau Viturino, 17, morreu ao cair do 15º andar do apartamento do namorado, um português de 31 anos, na sexta-feira (8), em Lisboa, onde morava com a família havia quatro anos.

A morte foi confirmada pela Polícia Judiciária de Lisboa, que investiga o caso. A queda ocorreu entre 5h30 e 7h30 de ontem em um prédio na região do Parque das Nações.

De acordo com a mãe da modelo, Solange Corneau, 39, os seguranças do prédio fizeram uma ronda às 5h30 e não viram nada de diferente. Em nova ronda, às 7h30, eles encontraram o corpo. A família só foi avisada da morte cerca de quatro horas depois, por volta das 12h.

Ainda segundo Solange --com quem Jeniffer morava em Lisboa, junto com o padrasto e o irmão mais velho--, a modelo teria deixado um bilhete antes de cair. O pai de Jeniffer, Girley Viturino Silva, 40, vive em Vitória (ES), cidade natal da modelo.

Por telefone, a mãe dela disse à Folha que foi até a polícia ainda na sexta-feira e reconheceu o bilhete como sendo da filha. Ela afirma, contudo, que a caligrafia e a assinatura pareciam "alteradas".

A família aguarda pela autópsia do corpo que, segundo Solange, poderá esclarecer as circunstâncias da morte de Jeniffer. De acordo com a mãe da modelo, a polícia trabalha com mais de uma hipótese --e não somente suicídio--, mas não especificou quais. Jornais de Portugal também afirmam que a polícia não descarta nenhuma hipótese.

"Não tenho muito detalhe ainda. Só sei que ela se jogou, aparentemente. A polícia não disse nem que sim nem que não, mas confiamos na investigação", disse a mãe.

Segundo o jornal português "Correio da Manhã", o corpo apresentava hematomas e arranhões que estão sendo investigados pela polícia. Solange não comentou sobre isso.

A Polícia Judiciária de Lisboa informou que só vai se manifestar amanhã, por meio de sua assessoria de imprensa. O corpo deve ser liberado para o velório apenas na terça-feira (12), depois que for realizada a autópsia na segunda.

A reportagem não conseguiu entrar em contato com o namorado da modelo, que, de acordo com Solange, estaria no apartamento na hora da queda. Solange não revelou o que o genro lhe disse sobre o episódio. Ela disse apenas que os dois namoravam havia um ano e meio e, até onde a família sabia, ainda estavam juntos.

BILHETE

De acordo com Solange, o bilhete deixado, além de pedir perdão à família, dizia que a filha estava "cansada".

"Ela dizia no bilhete que estava cansada e que era culpada pelo relacionamento com o namorado não ter dado certo", revelou.

Solange disse que pretende realizar o enterro da filha em Portugal. "Foi aqui que ela cresceu profissionalmente, onde fez os últimos amigos, e ela não queria voltar para o Brasil. Seria injusto enterrá-la aí [no Brasil]".

CARREIRA

Jeniffer começou a carreira de modelo assim que se mudou para Portugal, aos 14 anos, e fazia atualmente um curso técnico preparatório para engenharia.

De acordo com a mãe dela, seu último desfile foi na quarta-feira (6), para a marca Gardênia. Ela já foi capa de revista e venceu o concurso de miss Póvoa --num povoado próximo a Lisboa, de acordo com Solange. Folha Online

Morre aos 86 anos em Nova York o cineasta americano Sidney Lumet


O cineasta norte-americano Sidney Lumet, diretor de "Serpico" e "Um dia de cão", entre outros, morreu neste sábado (9) aos 86 anos, segundo a família.
Sua enteada, Leslie Gimbel, disse que Lumet morreu vítima de um linfoma, em sua casa em Manhattan, Nova York.
Lumet foi um dos principais diretores da segunda metade do século XX.
Ele dirigiu mais de 40 filmes, de vários gêneros.
A maioria era filmada em Nova York, cidade em que nasceu e morreu.
Ele nunca escondeu a fascinação pela metrópole, com "sua diversidade, seus vários bairros étnicos, suas artes e seus crimes, sua sofisticação e sua corrupção, sua beleza e feiúra". G1

Repressão a protestos mata 29 na Síria

Forças de segurança da Síria mataram ontem ao menos 29 pessoas numa violenta repressão a novos protestos em várias partes do país contra o ditador Bashar Assad, disseram testemunhas e ativistas locais de direitos humanos.

O número de mortos é o maior registrado num único dia desde o início, em meados de março, de protestos por reformas no país, na esteira da onda de revoltas pelo mundo árabe.

Em três semanas de manifestações, o número de vítimas já chega a ao menos 90, mas a Organização Nacional de Direitos Humanos da Síria estima as mortes em 170.

Os episódios de violência têm se concentrado nas sextas-feiras, dia sagrado para os muçulmanos, quando multidões aproveitam a ida às mesquitas para, na saída, tomar parte nos protestos.

A maioria das mortes, 22, foi registrada em Daraa, ao sul de Damasco. A cidade, fronteiriça com a Jordânia, é o epicentro das revoltas contra o ditador Assad e tem sido isolada pelo governo sírio.

Ainda segundo os relatos de testemunhas, forças de segurança abriram fogo contra multidão estimada em dezenas de milhares de pessoas.

Foram registradas ainda mortes em protestos num subúrbio de Damasco (três), Homs (três) e Douma (uma).

O regime sírio, por sua vez, relatou a morte de 19 policiais e membros das forças de segurança por obra de supostos grupos vândalos.

A TV estatal chegou a veicular imagens de encapuzados atirando de modo indiscriminado contra os manifestantes e forças do governo.

Damasco atribui a onda de revoltas no país a gangues, em tentativa de diminuir a importância dos protestos.

ACENOS

Os novos protestos ocorreram apesar dos acenos a grupos oposicionistas feitos por Assad -desde 2000 no cargo- durante esta semana.

Na quarta, o ditador revogou a proibição a que professoras deem aula com véu e fechou o único cassino da Síria, em um agrado aos conservadores muçulmanos.

E, um dia depois, concedeu cidadania à minoria curda -menos de 10% da população de 22,5 milhões.

A medida, no entanto, não surtiu efeito. E ontem protestos contra o Baath, partido do governo, foram registrados na região leste, onde os curdos estão concentrados. Folha Online

Homem abre fogo em shopping, mata 5 e depois se mata na Holanda


Um homem abriu fogo em um shopping center lotado na cidade holandesa de Alphen aan den Rijn neste sábado (9), matando ao menos 5 pessoas antes de se matar, segundo a prefeitura.
Pelo menos 13 pessoas ficaram feridas, disse o prefeito interino da cidade, Bas Eenhoorn. Quatro delas estão em estado grave.
O caso é "sem precedentes" na pequena cidade de 72 mil habitantes, a 21 km a sudoeste da capital, Amsterdã, disse o prefeito.
O incidente ocorreu pouco depois das 12h locais, 7h de Brasília.
Um homem com uma pistola automática teria entrado no shopping De Ridderhof, disparado uma arma de fogo contra as pessoas próximas e depois, com uma outra arma, atirado contra a própria cabeça, de acordo com testemunhas.
Houve pânico e correria no local, que estava lotado, com muitas famílias com crianças.
A identidade e os motivos do atirador ainda não foram divulgados. A imprensa local afirmou que ele seria um homem loiro, que aparentava ter 25 anos.
O local foi esvaziado e cercado, por conta do boato de que o atirador não estaria sozinho. Mas, segundo o prefeito, ele agiu só.
"É inacreditável que nossa cidade tenha testemunhado tamanha tragédia em um dia tão belo", lamentou Eenhoorn, que se disse "profudamente chocado" com o massacre.
Em nome da prefeitura, ele leu uma mensagem de condolências para as famílias das vítimas. G1

Preço do álcool começa a cair nos postos de São Paulo

O mercado de álcool começa a tomar o caminho de volta. Após 18 semanas em alta, o combustível teve a primeira queda de preço nos postos de São Paulo.

A queda ainda é tímida --foi de apenas 0,35% na média semanal--, mas deverá se acentuar nas próximas semanas, devido à forte redução do preço do combustível na porta das usinas.

Pesquisa semanal da Folha indicou valor médio de R$ 2,27 por litro para o álcool hidratado em São Paulo. Nos últimos 30 dias, o produto ainda mantém alta de 16%.

O setor vive uma situação diferente da dos anos anteriores. A alta foi muito acentuada nas usinas e nos postos, mas a queda de preços chega mais cedo.

Após entressafra com valores recordes, o álcool intensifica as quedas nas usinas. Ontem, o hidratado foi negociado a R$ 1,418 por litro em Paulínia, interior de São Paulo.

Esse valor mostra queda acumulada de 16,3% em relação ao R$ 1,694 - o maior preço registrado pelo produto durante a entressafra.

Os dados são do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada).

Outra pesquisa do Cepea, que mostra a evolução média semanal dos preços na porta das usinas, também indica queda. O preço médio do álcool hidratado recuou 5%, para R$ 1,3854 por litro.

Já o anidro, que é misturado à gasolina, manteve alta e foi negociado a R$ 2,1331 por litro --aumento de 7%. Esses preços praticados nas usinas não incluem impostos.

A alta do álcool anidro nas usinas mantém aquecidos os preços da gasolina. 

O valor médio registrado pela Folha nesta semana foi de R$ 2,725 por litro, 1% mais do que na semana passada. Em 30 dias, a gasolina sobe 7%.

A pesquisa indicou que alguns postos já comercializam o álcool por valores inferiores a R$ 2 por litro. Folha Online

Bolívia admite baixa em reservas de gás mas garante exportação

A Bolívia informou na sexta-feira (8) que suas reservas provadas de gás natural caíram para 9,94 trilhões de pés cúbicos em 31 de dezembro de 2009, em relação aos 12,8 trilhões registrados há quatro anos, informou o governo na sexta-feira.

Mas a redução não vai ameaçar as exportações de gás natural para o Brasil e a Argentina, afirmou a uma rádio o presidente da petrolífera estatal YPFB, Carlos Villegas. Ele também anunciou os resultados das reservas auditadas pela companhia norte-americana Ryder Scott.

O estudou apontou que as reservas de gás natural do país, incluindo as reservas possíveis e provadas, atingiram 19,92 trilhões de pés cúbicos, acrescentou.

"Queremos destacar de maneira contundente que a Bolívia conta com as reservas de gás necessárias para atender a demanda interna e os contratos de exportação", afirmou.

As exportações de gás natural boliviano ao Brasil e à Argentina aumentaram 18,5% em 2010, para uma média de 32 milhões de metros cúbicos por dia, informou a estatal em fevereiro.

A receita das exportações do gás natural subiu 42%, para US$ 2,8 bilhões em 2010, já que o preço do produto boliviano foi reajustado no ano passado em linha com as cotações internacionais dos combustíveis. REUTERS Folha Online

Síria acusa infiltrados de dispararem contra manifestantes

O Ministério do Interior da Síria acusou neste sábado grupos de infiltrados de dispararem contra as manifestações realizadas na sexta-feira (8) em diversas zonas do país contra o regime do presidente sírio, Bashar al-Assad.

"Alguns incitadores da violência, intrusos e pagos por setores externos conhecidos se infiltraram entre os manifestantes e começaram a disparar indiscriminadamente com o objetivo de causar uma divisão entre os civis e a polícia", ressalta o Ministério em comunicado divulgado pela agência de notícias síria Sana.

A fonte oficial, no entanto, não precisou a que grupos externos se referia. Desde que começaram as manifestações da oposição na Síria, o regime de Assad sustenta que é vítima de ataques de grupos estrangeiros, entre outras razões por seu apoio a movimentos como o palestino Hamas e o libanês Hizbolah.

No comunicado de hoje, o Ministério do Interior sírio indicou que os ataques desses grupos durante a jornada de ontem contaram com a instigação clara de cadeias de televisão e redes de internet.

Pelo menos 29 pessoas, entre civis e membros das forças de segurança, morreram na sexta-feira na Síria durante os protestos políticos que se estenderam por todo o país e foram especialmente violentos na cidade de Deraa.

A convocação, batizada de "Sexta-feira da Resistência", alcançou uma grande participação, mas se configurou em uma das jornadas mais sangrentas desde o início da revolta, em meados do mês de março. Folha Online

Petrobras perde R$ 1 bilhão com petróleo caro

A Petrobras perdeu R$ 1,14 bilhão nos três primeiros meses deste ano com a defasagem entre os preços da gasolina e do diesel no mercado interno e o externo, segundo cálculo do CBIE (Centro Brasileiro de Infraestrutura).

Além dos preços, a estimativa utiliza os números de produção, importação e exportação de combustíveis no Brasil disponíveis até fevereiro e atribui uma estabilidade desses dados para março --as informações do mês passado não estão disponíveis.

De acordo com o CBIE, a gasolina está 23% mais barata no Brasil do que nos Estados Unidos (referência de mercado), e o preço do diesel é 11% menor no país --os valores são da terça passada.

"A Petrobras funciona ao contrário da lógica do setor. Quando o preço do petróleo aumenta, as ações de qualquer petroleira no mundo sobem. Com a Petrobras, é ao contrário", diz Adriano Pires, diretor do CBIE.

AÇÕES

Enquanto o preço do petróleo tipo Brent subiu 6% em 30 dias, as ações preferenciais da Petrobras caíram 3,7% no mesmo período.

"A política de olhar os preços no longo prazo acaba prejudicando momentaneamente a Petrobras", diz Nelson Rodrigues de Matos, analista do BB Investimentos.

Mas, no longo prazo, a estatal recupera suas perdas, afirma o analista. Entre outubro de 2008 e janeiro de 2011 --quando os preços no país superavam os praticados no mercado internacional--, a estatal "lucrou" R$ 26,5 bilhões com essa política.

Boa parte desse ganho, no entanto, serviu apenas para compensar as perdas acumuladas antes da crise, quando os preços lá fora estavam mais altos do que no país.

"A Petrobras pode ter essa visão de longo prazo porque domina refino e importações. A falta de concorrência faz com que ela tenha certeza de que vai recuperar as perdas".

INVERSO

Mas, desde o início do governo Lula, o balanço é negativo para a Petrobras. O CBIE estima que a estatal deixou de ganhar R$ 7,7 bilhões com a diferença entre preços internos e externos desde 2003.

A Petrobras não quis comentar os cálculos. Em nota, afirmou que "os preços se mantêm alinhados aos [das] principais concorrentes mundiais no longo prazo".

GABRIELLI

O presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, voltou a afirmar que, se o petróleo se mantiver no nível atual, "teremos, provavelmente, que reajustar" os preços praticados no mercado interno. Folha Online

‘Não quero mais estudar aqui’, diz irmão de vítima de escola em Realengo


Soluçando, o estudante Eduardo Moraes da Silva, de 11 anos, chegou à escola Tasso da Silveira, em Realengo, na tarde desta sexta-feira. Acompanhado pela mãe e muito abalado com a morte do irmão, Igor Moraes da Silva, Eduardo afirmou que quer deixar a escola:
- Só queria estudar para se alguém na vida. Não quero mais estudar aqui.
Ontem, ao ouvir os disparos, Eduardo se escondeu embaixo da mesa de outra sala de aula. Só hoje ele soube da morte do irmão. Extra Online

Sargento aposentado é morto ao proteger filho no bairro Partenon, zona leste de Porto Alegre

O sargento aposentado da Brigada Militar Auri Wolschick, 62 anos, encontrou a morte ao proteger o filho mais jovem de bandidos, na noite de quinta-feira, na zona leste de Porto Alegre. Preocupado com o menino de oito anos, no momento em que foram atacados por ladrões em uma motocicleta, Wolschick levou um tiro na virilha que perfurou a artéria femoral. Ele não resistiu ao ferimento. Os bandidos fugiram sem roubar nada.

O crime aconteceu por volta das 20h no bairro Partenon. Vendedor de produtos coloniais, Wolschick chegava em casa após um dia de entregas e cobranças pelas redondezas. Dirigia sua caminhonete Kia com o filho caçula no banco do carona. Quando se aproximou da esquina onde morava, foi abordado por uma dupla com capacetes em uma moto.

Tudo indica que os ladrões sabiam da rotina de Wolschick, que naquele dia tinha R$ 700 no bolso. Armado com um revólver, o caroneiro gritou:

— Passa a grana, Alemão (apelido da vítima).

Wolschick desceu do veículo para evitar que o filho fosse ferido na ação, mas foi surpreendido pelo assaltante que puxou o gatilho. O estampido chamou a atenção de populares, e os criminosos fugiram. Wolschick foi levado por vizinhos ao HPS, onde sofreu cirurgia e morreu às 5h30min de ontem. Zero Hora

Médicos precisam ganhar mais e cobrar menos


José Luiz Teixeira
De São Paulo

Caminhava pelo centro da cidade de São Paulo, quinta-feira passada, quando topei com uma passeata de médicos.
Com greve marcada para o dia seguinte, reivindicavam, entre outros itens, uma remuneração maior por parte dos planos de saúde.
Segundo os representantes da categoria, eles recebem, em média, R$39,00 por consulta, o que é considerado pouco - com o que concordo integralmente.
Sensibilizado pelas palavras de ordem daqueles respeitáveis senhores e senhoras de branco, quase aderi ao protesto.
Depois de refletir um pouco, entretanto, pensei em aproveitar a oportunidade e fazer duas reivindicações minhas, em nome de nós outros, pacientes.
A primeira, que pedissem a alguns colegas para cobrar honorários mais suaves daqueles clientes que não possuem planos de saúde.
Se R$ 39,00 é pouco, R$ 390,00 - como se vê muito por aqui - dói no bolso de quem está do outro lado do bisturi.
Eles precisam, realmente, ganhar mais das empresas seguradoras; mas bem que poderiam cobrar menos dos "sem plano", não é?
A segunda reivindicação, que iniciassem uma campanha para que todos os médicos que trabalham no serviço público cumprissem rigorosamente sua jornada de trabalho.
Soube de casos - espero que isolados - em que um peculiar esquema de plantões acaba prejudicando o bom atendimento ao cidadão em unidades de saúde.
Anos atrás, por dever de ofício, assisti a uma reunião entre um secretário de Estado (representante do governo paulista) e lideranças de entidades de classe médicas que ameaçavam entrar em greve.
Auditório lotado, um a um os sindicalistas se levantavam e faziam um inflamado discurso, cobrando dezenas de providências por parte do governo.
De repente, o secretário, que ouvia a tudo calado, pegou o microfone e emendou:
- O governo precisa fazer tudo isso, sim, mas os médicos, por sua vez, precisam cumprir seus horários.
Mais não disse, nem lhe foi perguntado; o silêncio na platéia foi geral e a reunião praticamente encerrada ali.
José Luiz Teixeira é jornalista. Formado pela Faculdade Cásper Líbero, trabalhou em diversos órgãos de imprensa, entre os quais as rádios Gazeta, Tupi e BBC de Londres, e os jornais O Globo, Folha de S.Paulo e Folha da Tarde. Terra Magazine

A real ameaça chinesa

Se, para alguns setores produtivos, falar em desindustrialização ainda soa como exagero, para outros, a suspensão da produção em razão da incapacidade de competir com fornecedores estrangeiros deixou de ser simples ameaça. Em alguns segmentos da indústria, mais de 80% das empresas deixaram de fabricar e se tornaram importadoras, pois tudo o que vendem aqui é comprado lá fora. É mais barato importar, sobretudo produtos fabricados na China, do que continuar produzindo.
É rápido o avanço dos produtos importados no mercado brasileiro. Provêm do exterior de 20% a 25% dos bens acabados, matérias-primas e produtos intermediários consumidos no País. Em 2010, o Brasil foi o país que mais aumentou as importações. Em volume, as importações cresceram mais do que as exportações, mas, mesmo assim, o País registrou um saldo comercial expressivo por causa dos preços recordes dos produtos agrícolas e dos minérios.
Um país exportador tem sido fonte de problemas crescentes para o setor industrial brasileiro - a China. Ela tornou-se o principal parceiro comercial do Brasil. A corrente de comércio entre os dois países alcançou US$ 55 bilhões em 2010, tendo o Brasil conseguido um saldo de US$ 5 bilhões, graças às exportações de US$ 30 bilhões, asseguradas pela demanda chinesa continuamente crescente de bens primários e do alto preço desses itens.
Mesmo assim, a entrada de produtos industrializados chineses no mercado brasileiro aumenta velozmente, tornando feroz a competição aqui dentro. Para algumas empresas, a disputa já provoca grandes estragos. Reportagem do jornal Valor, publicada terça-feira, deixa claro que, em alguns segmentos, como válvulas industriais, elevadores e ferramentas, as empresas deixaram de produzir e passaram a importar, o que as levou a reduzir o número de empregados.
Em alguns casos, como o de válvulas padronizadas e de baixo valor agregado, o preço do produto chinês colocado no Brasil é 60% menor do que o do similar brasileiro. "Com essa diferença de preços, as empresas brasileiras não conseguem concorrer", diz o industrial Pedro Lucio, presidente da câmara setorial de válvulas industriais da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq).
O problema é o mesmo para os fabricantes de ferramentas simples, como martelos, chaves de fenda e alicates. Nesses casos, o produto chinês é de 50% a 70% mais barato do que o brasileiro. Há três anos, os produtos importados correspondiam a 10% do mercado; hoje, já são quase um terço, e a maioria vem da China.
São conhecidas as principais causas da perda de competitividade do produto brasileiro diante do chinês. A taxa de juros no Brasil é uma das mais altas do mundo, e na China ela é negativa. Aqui, a carga tributária é de cerca de 40%, e na China, de 20%. Enquanto o real alcança seu valor mais alto em vários anos em relação ao dólar, a moeda chinesa, o yuan, é mantida artificialmente desvalorizada em relação à americana, o que torna ainda mais competitivos os produtos chineses. O Brasil procura observar com rigor todas as regras internacionais de comércio, mas a China muitas vezes as burla. E a infraestrutura brasileira voltada para as exportações é muito menos eficiente do que a chinesa.
Outra grande diferença na forma como cada um dos dois países conduz o relacionamento bilateral é que a China sempre soube o que quer do Brasil, como sabe o que quer de outros fornecedores e clientes, dos quais depende para assegurar o suprimento dos bens de que necessita para sustentar seu crescimento e o mercado para seus produtos. O governo brasileiro, ao contrário, manteve, até recentemente, uma visão ingênua a respeito desse relacionamento, considerando a China um parceiro estratégico que merecia até o reconhecimento, feito pelo ex-presidente Lula, como economia de mercado, o que lhe facilitaria ainda mais acesso aos mercados de outros países. Com a visita que fará à China a partir de segunda-feira, a presidente Dilma Rousseff, que não parece endossar essa visão ingênua, terá oportunidade para negociar com o parceiro asiático as bases de um relacionamento comercial mais equilibrado. Estadão

Obama anuncia os 'maiores cortes no orçamento da história dos EUA'

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, indicou que o acordo alcançado nesta sexta-feira pelos líderes do Congresso com relação ao orçamento federal contempla "os maiores cortes anuais da história do país".

"O Congresso, em nome de todos os americanos, chegou hoje a um acordo para evitar a paralisação do governo", disse Obama em declaração televisionada desde a Casa Branca.

O líder americano reconheceu que alguns dos cortes aprovados "serão dolorosos, e não teriam sido realizados em melhores circunstâncias".

Obama discursou minutos depois de o presidente da Câmara de Representantes, o republicano John Boehner, ter anunciado um acordo que permitirá financiar as atividades das agências federais até a 0h da próxima sexta-feira, até quando os dois partidos esperam ter aprovado um orçamento para o restante do ano fiscal de 2011.

Segundo fontes legislativas, o orçamento sofrerá cortes de US$ 38,5 bilhões, valor mais próximo do projeto republicano que dos US$ 33 bilhões propostos pelos democratas nas negociações das últimas semanas.

"Ambas as partes precisaram fazer sacrifícios complicados e ceder terreno em assuntos que eram importantes para eles. E eu certamente fiz isso", assegurou Obama, que atuou como "mediador" entre os líderes da Câmara e do Senado em várias reuniões na Casa Branca durante esta semana.

O pacto autoriza uma nova prorrogação dos fundos do ano fiscal anterior para dar ao Congresso tempo de redigir e votar, na próxima semana, uma medida que cubra os seis meses que ainda faltam para o fim deste ano fiscal.

O pacto temporário, que entrou em vigor a 0h deste sábado (pelo horário local), faz efetivo um primeiro corte de US$ 2 bilhões, segundo confirmou o líder da maioria democrata no Senado, Harry Reid.

Obama admitiu que os cortes afetarão "programas nos quais as pessoas confiam e infraestruturas que são necessárias".

"Mas começar a viver dentro das nossas possibilidades é a única maneira de proteger os investimentos que ajudarão os Estados Unidos a competirem por novos trabalhos, aqueles que afetam a educação dos nossos filhos, os empréstimos a estudantes, a energia limpa e a pesquisa médica para salvar vidas", assegurou.

Para chegar a um acordo, os republicanos cederam em sua exigência de cortar todos os fundos para o Planned Parenthood, uma provedora de saúde para mulheres que inclui entre seus serviços os abortos sob certas circunstâncias.

Os republicanos também cederam em várias propostas que teriam eliminado os fundos da Agência de Proteção Meio Ambiental para regular as emissões de gás estufa e outros poluentes.

"Este era um debate sobre cortes no orçamento, não assuntos sociais como a saúde das mulheres e a proteção de nossa água e ar. Esses são assuntos importantes que merecem uma discussão própria, não simplesmente dentro de um debate sobre fundos", assinalou Obama.

A Casa Branca já havia iniciado os preparativos para a paralisação da Administração por falta de fundos, o que teria afetado mais de 800 mil funcionários públicos e teria fechado o acesso a centenas de monumentos e parques nacionais do país, entre outros contratempos. EFE Folha Online

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